Fotografia de gastronomia: negócio que dá certo

Dizem que a comida se “come” com os olhos, não é mesmo?! Um prato visualmente atraente nos faz decidir o que queremos comer antes mesmo de chegar ao local, apenas olhando fotos nas redes sociais e sites. É neste momento que entra a fotografia de gastronomia, área que está crescendo a cada dia no país. No sul de Santa Catarina, não é diferente. Anderson Machado, da Machado Foto & Vídeo, de Nova Veneza é uma das referências neste segmento, na região. Atualmente o fotógrafo trabalha com algumas agências e clientes fixos. Os desafios não são poucos nesta área.

“Embora possa parecer fácil trabalhar com um assunto ou modelo “parado” muitas vezes a produção de uma única foto pode demorar minutos ou até horas, tudo vai depender do resultado que se quer chegar”, conta Machado. “Outro detalhe é que muitas vezes trabalhamos com outros profissionais e o resultado final vai depender muito deste time. Produtores, cinegrafistas, Food Stilist, chefs e editores, todos trabalhando por um clique perfeito do fotógrafo”, complementa.

Curiosidade

É verdade que a comida fotografada não é comestível?

Machado: Às vezes sim. Tudo vai depender do cliente, se for um restaurante onde a comida a ser fotografada é a mesma que vai a mesa, não tem diferença. Mas se o cliente exigir uma qualidade muito apurada e sua comida for algo que rapidamente muda o aspecto visual, aí temos que resolver com técnicas e também “jeitinhos”. Um bom exemplo é a fotografia de um sorvete, em produções mais complexas se utiliza um modelo de resina chamado de mockup, utilizando em muitas produções, onde o aspecto é o mesmo do original recém-servido, porém sem o problema de derreter rapidamente.